quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Quando o problema é mais dos pais do que dos filhos...


«A maternidade é um puzzle em eterna mutação...» Tão verdade que até dá 'raiva' que alguém tenha conseguido colocar em palavras o que tantas vezes sinto e não encontro forma de expressar. 

A minha amiga Patrícia Costa do Crónicas da Maternidade fala sobre o assunto como ninguém e sem filtros consegue dizer o que tantas vezes calamos, seja por vergonha ou por não encontrarmos a melhor forma de verbalizar. 


O seu último post é precisamente sobre coisas que os nossos filhos fazem ou traços da sua personalidade que simplesmente nos tiram do sério. E eu como mãe entendo-a tão bem.


Apesar de também ter uma princesa que é uma verdadeira 'santa' de tão doce e carinhosa que é e de ter a sorte dela pertencer àquele grupo de crianças que nunca aceitou nada de ninguém, que nunca colocou nada de estranho na boca e que nunca achou que as tomadas elétricas são orificios para colocar os dedos, a verdade é que há coisas que me tiram do sério. 


Por vezes sei que o 'problema' é dela, mas outras vezes percebo que o que ela faz só me irrita verdadeiramente porque estou sem paciência, porque cheguei cansada a casa, porque tive ou vou ter um dia difícil ou porque ela às vezes é tão, mas tão, parecida comigo que assusta. Sim, a teimosia parece ser hereditária, assim como aquilo a que tantas vezes se referem como 'mau feitio'... e isso sim é uma bagagem que eu lhe 'ofereci'.


E há momentos em que todos estes fatores, circunstâncias e traços de personalidade se juntam e BOOM!!!, rebenta. E claro que não é com gritos que se resolve nada, mas há momentos em que só me apetece repreende-la de forma mais agressiva. Só depois me lembro que não adianta de nada, que só a vai deixar triste com ela própria e comigo. E pior que isso, só me vai deixar ainda mais desiludida por não ter perdido um minuto que fosse a tentar encontrar uma solução para resolver aquele puzzle


O não querer comer, o não querer ir dormir à hora a que devia, o não querer vestir aquela roupa porque «é muitooo feia, mamã!» são apenas algumas das coisas que me obrigam a verdadeiros quebra-cabeças para encontrar uma estratégia diplomática e sensata que não nos faça terminar em lágrimas.  


Não há fórmulas mágicas e muitos menos verdades absolutas, até porque somos seres humanos sempre predispostos a errar e porque somos todos diferentes, assim como as situações. No entanto, se me pedirem um conselho, acho que o melhor é mesmo respirarmos fundo quando ouvimos um «não» e queríamos tanto um «sim»; pararmos uns segundos e pensarmos numa forma de lhes dar a volta, uma forma de lhes mostrar o nosso ponto de vista, ou até optarmos por adiar a situação durante uns minutos porque muitas vezes eles mudam de opinião em segundos. 


E de repente, o vestido que era horrível pode passar a ser o mais giro de sempre ou a sopa que era ótima para cuspir pode transformar-se numa 'sopa tic-tac' com massinhas engraçadas e que ela a quer comer toda em tempo recorde...

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