terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Quando a família passa de três para quatro


Há dois anos e meio, a nossa vida a dois mudou para sempre. Sinceramente, nunca imaginei que ter um filho fosse uma experiência tão intensa para nós enquanto casal, mas também a nível pessoal. Nunca mais o despertar foi o mesmo e muito menos à mesma hora; os dias passaram a estar preenchidos entre biberões, fraldas, banhos, massagens anti-cólicas e muitos gugu-dadas; a fatura de despesas mensal levou um grande rombo entre cremes, leite em pó e roupinha que deixa de servir em tão pouco tempo; ir ao cinema tornou-se numa recordação do passado e a nossa atenção deixou de estar nas saídas, festas e jantaradas com amigos e família.

A princesa Leonor veio para virar o nosso mundo do avesso e deixar-nos rendidos a um sentimento que nunca imaginámos que existisse, um amor tão grande e sem fronteiras ou limites que nos deixa maravilhados com cada traço da sua personalidade e apaixonados por cada palavra nova e por cada momento de aprendizagem e evolução. Enquanto escrevo este post, oiço-a a cantar e a dizer que «o espetáculo vai começar!!!», isto depois de ter andado às cavalitas do papá pela casa toda e de pintar as unhas dos seus bebés... E não há nada melhor do que esta alegria contagiante, do que este turbilhão de surpresas e energia que muitas vezes nos faz questionar como é possível ter uma bateria de tão longa duração.

E dentro de pouco mais de um mês a nossa vida vai voltar a mudar. Vamos deixar de ser três para passar a ser quatro. Se o tempo já não é suficiente para nada, imagino que a partir da data de nascimento do baby Pedro seja ainda mais complicado e que exija um planeamento mais exaustivo e mais desgastante. As noites em claro, as sessões de banho duplo, os momentos de preparar e dar jantares diferentes para cada um e o orçamento familiar a ter de ser ainda mais esticado vão certamente ser a nossa rotina, mas sinceramente não troco um segundo que seja desta nova existência pela anterior. Mesmo com pouco tempo para mim enquanto mulher e profissional, mesmo com pouco tempo enquanto casal e para irmos jantar fora ou ao cinema com tanta regularidade como fazíamos antes, nada consegue fazer-me sentir arrependida desta decisão de aumentar a família.

E como o tempo não estica, já chega de palavras por hoje, é que a princesa pede-me atenção para tomar conta do papá. «Está doente», diz ela muito séria, e depois do check-up é preciso dar-lhe medicamentos... (a Drª Brinquedos que há dentro dela não tem horários para situações de urgência).

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