Três meses de baby Pedro e o regresso ao trabalho no pensamento

Crédito: Victor Ramos

Hoje o meu príncipe faz três meses. Noventa e um dias e mais de duas mil horas de muitas descobertas e muitas noites mal dormidas, mas também de muito amor e mimos. 

Sinto que deixámos finalmente aquela fase do come, dorme e chora e que entrámos numa etapa nova com mais sorrisos (de ambas as partes) e mais interações. Nota-se bem que o baby Pedro já sabe perfeitamente quem somos e sorri e palra para nos demonstrar isso mesmo. Quando a mana se mete com ele já olha para ela com mais atenção e sorri e quando o pai fala é impossível não tentar imitar as suas expressões e sons. 

Mas a verdade é que a sua paixão (nada secreta) sou eu. Quando vamos no carro ou a passear os seus olhos não me deixam por um segundo e assim que sorrio ou falo com ele, abre aquele sorriso enorme e até parece que os seus olhos brilham. Para qualquer mãe, este é daqueles momentos em que é impossível não sorrir secretamente (ou não) de orgulho e felicidade. Sentimos que somos o centro do Universo, pelo menos o centro do Universo de alguém e logo de alguém que também é uma parte significativa do nosso próprio Universo.

No entanto, esta evolução e crescimento do baby Pedro também significa que a contagem decrescente para o regresso ao trabalho não pára de se aproximar do fim. Faltam precisamente dois meses para voltar às rotinas a que já estava habituada antes do seu nascimento, mas com o acréscimo de ter mais um bebé para deixar e ir buscar ao colégio. Mais um bebé para mimar e cuidar quando regresso do trabalho cansada e às vezes com pouca paciência. Às vezes quase que penso o quanto adorava que estes meses se prolongassem um pouco mais para poder acompanhá-los com mais tempo de qualidade. 

Poder assistir de perto aos primeiros passos, à primeira sopa; ouvir as suas primeiras palavras e sentir os seus primeiros abraços; ter tempo para simplesmente vê-los a brincar e poder levá-los a passear ou ao parque sem restrições de horários; organizar as suas festas de aniversário sem andar numa roda viva de gestão apertada de tempo; e conseguir preparar jogos e atividades didáticas e lúdicas... tudo coisas tão boas, mas tão raras nos dias que correm. Quase que dá vontade de colocar a carreira em modo 'pause' para poder desfrutar destes momentos tão únicos e especiais na vida de qualquer mulher e mãe. Mas a verdade é que as contas por pagar não entram no mesmo modo de 'pause' e o trabalho não espera pelo nosso regresso impávido e sereno.

E enquanto não me sai o Euromilhões, acho que não me resta outra solução se não mentalizar-me que o regresso às rotinas laborais está à distância de dois meses e que é bom que consiga encontrar uma agenda bem organizada para que nada falhe nesta nova fase da minha vida familiar a quatro.

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2 comentários

  1. É sempre difícil. Eu infelizmente tive de trabalhar uma semana logo após o nascimento da minha piolha (ela está quase 3 meses). É super difícil. Vou trabalhar sempre com coração pesado, no entanto isso faz me saborear ainda mais cada minuto que tenho com ela. Força nisso! Tudo se consegue :) e o cansaço do trabalho passa assim que chegar a casa é vir o sorriso do Pedro

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    1. Helena nem quero imaginar se tivesse de trabalhar uma semana depois do Pedro nascer. Ainda por cima com a princesa com apenas dois anos, seria mesmo muito difícil, já para não falar que acho que é ilegal voltar ao trabalho tão cedo, mas infelizmente nos dias que correm nem sempre conseguimos gozar dos direitos que temos 😞.
      Agora tenho é de aproveitar ao máximo o bom tempo e as férias com eles porque no fim de Julho já estarei de regresso ao trabalho. Um beijinho e tudo de bom para a sua piolha ❤️

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