Aproveitem cada segundo. Eles crescem tão rápido.


Na gravidez da minha princesa trabalhei até as 38 semanas e na licença de maternidade optei por tirar o mínimo que é pago a 100%: quatro meses. Resultado: ela não queria beber leite no biberão e eu não conseguia tirar leite com a bomba; sopa pouco comia e passava o dia a chorar. 

Hoje percebo que ela precisava de colo, precisava de mama e de mimos. Felizmente, tive a sorte de me cruzar com um médico que discordou do facto de eu ter tirado tão pouco tempo e que, mesmo sem o meu pedido, me colocou de baixa para que a minha filha continuasse 100% a leite materno pelo menos até aos cinco meses. Ainda me lembro de ter ficado em choque com a baixa, mas hoje só posso agradecer o facto de ter ficado mais um mês com a minha bebé em casa a enche-la de mimos e a desfrutar das suas (e minhas) pequenas aprendizagens e dos seus sorrisos. 

Na segunda gravidez foi tudo diferente: fiquei de baixa de risco dois meses antes do príncipe nascer porque estava constantemente com infeções respiratórias; e quando ele nasceu decidi tirar cinco meses de licença. Tinha consciência de que só ia receber cerca de 80% do salário e a piorar o cenário a primeira transferência da Segurança Social só chegou quando o baby Pedro já tinha dois meses (not easy). 

Apesar do sufoco da gestão familiar desse período, repetia tudo outra vez. Não há dinheiro que pague estes meses que tenho tido com os meus príncipes. O poder ir andar à beira mar com o Pedro no carrinho, o ir todos os dias buscar a Leonor ao colégio, o fazer o jantar e comer com relativa calma em família, o ter paciência para brincar com eles todos os dias, o levá-la ao parque e até o conseguir atualizar o blog com as aventuras desta nova vida com dois bebés em casa. 

Não há nada melhor do que saber que estou aqui para registar os primeiros meses de convívio entre eles e para os encher de mimos e viver numa montanha-russa constante que oscila entre os momentos em que estão os dois tranquilos e aqueles em que choram os dois, querem leite os dois e querem colo os dois

E como o tempo não pára, há mesmo que aproveitar todos os dias, todas as horas, todos os minutos e todos os segundos para que nunca haja arrependimento de ter perdido mais do que aquilo que era mesmo necessário...

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