As gargalhadas e o cheirinho (bom) dos bebés é só charme para conquistar os adultos


Dar e receber colo é bom. E esta é daquela premissas indiscutíveis, pois se assim não fosse não íamos todos a correr para o colinho (da mamã ou não) quando há lágrimas, gritos, desespero e tristeza ou quando há simplesmente vontade de receber miminhos porque são bons, sem ser preciso grande justificação para isso. 

No entanto, quando somos mães e temos o nosso próprio baby para estragar com mimos e dar muito colo, somos de imediato alertadas pelas nossas mães, avós e amigas de que não temos de pôr travão nessa coisa do afeto e do carinho. De certeza que já ouvimos em algum momento algo do género «se já adormeceu se calhar é melhor ires colocá-lo no berço, não?» ou «não lhe dês tanto colo que depois quando for para o colégio vai ser mais difícil... vai chorar tanto... coitadinho».

Coitadinho? Coitadinho se não tiver amor, se não tiver colo, se não tiver uns 'arruns' e uns 'gugu dadás' da mamã e do papá e até dos manos. Coitadinho se não tiver ninguém que lhe dê atenção e que olhe para ele quando ele está simplesmente a dormir tranquilo, até sob o risco de o acordar com a nossa 'presença' em cima do berço. 

E coitadinhas de nós que ficamos com tantos abraços, beijos e mimos por dar; que ficamos com vontade de os amar só mais um bocadinho; que ficamos com peso na consciência se depois de mamarem os deixamos repousar no nosso colo por mais do que cinco minutos... 

Eu confesso que sou fã de mimos. E se não forem dados quando são bebés não será certamente quando forem para a Primária, é que nessa altura vem a idade em que não querem grandes demonstrações de carinho e afeto em frente aos colegas e em que pedem aos pais que os deixem a 100 metros da escola, mesmo quando há lugar para estacionar à porta. 

No entanto, eu também acho que eles são um bocadinho mini manipuladores de mamãs e papás 'vulneráveis'... E a provar essa teoria descobri imensos estudos. Segundo um artigo publicado na revista científica PLoS ONE, os bebés não sorriem de forma espontânea, mas sim por estratégia. O objetivo é simples: fazer com que as mães lhes sorriam de volta. 

E nem o seu cheiro é assim tão inocente. Segundo um outro estudo realizado por investigadores de Oxford e de Aarhus e que será publicado no próximo mês, o 'doce perfume' dos bebés é assumidamente uma técnica biológica para espalhar charme e conquistar os papás babados. Os investigadores concluem que os bebés aprendem estas técnicas de manipulação para garantir a sua sobrevivência, pois se forem amorosos o mais mais provável é terem mais atenção, mimos e comida por parte dos adultos. 

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