Oh não, raio-x e antibiótico durante a amamentação...


O meu pior pesadelo confirmou-se. Andei uma semana a adiar e a acreditar que as dores de garganta iam passar e que não ia ser nada de grave. Quando comecei a ficar rouca ataquei com mel, muito cházinho e ben-u-ron, mas quando veio a expectoração percebi que a cura já não estava nas minhas mãos. 

Como estou a amamentar fiquei cheia de medo de ter de fazer antibiótico e de isso prejudicar o leite e o meu príncipe. Não queria nada ter de deixar de mamar, mas muito menos que os medicamentos lhe fizessem mal. E quando ouvi o enfermeiro da triagem falar em raio-x o meu coração ficou ainda mais apertadinho. Fui logo ao Google pesquisar se havia contra-indicações e lá está que o Google não ajudou só baralhou... Uns dizem que sim, outros garantem que não. 

Quando o médico me disse que do antibiótico não me escapava porque estava com uma faringite e que tinha de fazer um raio-x porque a auscultação estava «rude»... seja lá o que isso for... comecei a questioná-lo sobre o impacto disso tudo na saúde do baby Pedro que ainda nem quatro meses tem.

Lembrou-me que mais vale o leite de uma mãe que se está a tratar do que uma que está doente; comparou o impacto do raio-x à poluição que o chichi do meu bebé teria no meio do Oceano; e garantiu que me estava a receitar um antibiótico que sai do organismo sobretudo pela urina (80%) e que o resto é isso mesmo residual e com poucos efeitos negativos.

Lá fui eu a caminho do raio-x. Mais tranquila, mas não totalmente descansada. Aproveitei para também perguntar a opinião à especialista que me ia fazer o exame e a expressão deixou-me angustiada. Foi franca e direta e recomendou-me que ficasse 24 horas sem amamentar para garantir que não passava nada para ele. Imaginei 24 horas sem lhe dar mama e doeu-me o peito. Se às vezes tenho de sair e deixá-lo um par de horas na minha mãe e o peito parece que vai rebentar, quanto mais um dia inteiro... Ela acabou por me dizer que no mínimo 12 horas. Confesso que só aguentei 8 horas e que estou a tentar confiar nas palavras do médico. Ah e parece que no meio disto tudo tenho sorte: «ainda não é pneumonia»... 

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