Quatro meses de um amor maior, mas muito chorão


Quatro meses depois do baby Pedro ter nascido confesso que ainda há momentos em que penso rifá-lo e em que me sinto tão cansada que só me apetece pôr o mundo no pause para poder dormir com a certeza de que não vou acordar com ele a chorar desesperado porque acordou e não viu o meu rosto ou porque tem fome e não consegue acordar de forma tranquila, apenas a gritar. 

Com dois bebés em casa tão pequenos e mesmo com a princesa no colégio durante o dia, a verdade 
é que o cansaço se vai acumulando e hoje estou num desses dias em que sinto que precisava de ir para um retiro ou para um spa durante o dia todo. Acho que um bocadinho de meditação ajudava...

E apesar de adorar sentir que os meus anjinhos dependem de mim e adoram adormecer no meu colo ou encher-me de mimos, há aqueles momentos críticos em que preferia que não se importassem que fosse outra pessoa a adormece-los, a dar-lhes leite e até a vesti-los (isto no caso da Leonor, claro). É que é tudo menos fácil estar a dar leite à princesa no colo, enquanto dou mimos ao Pedro que está no ovo a chorar esfomeado... ou então quando estão os dois com a birra do sono e eu tento embalar cada um em seu braço e a ritmos diferentes...

Mas no fim do dia, quando finalmente estão a dormir e eu vou vê-los nas respetivas caminhas e olho para aqueles rostos lindos e tranquilos, ou quando oiço as gargalhadas dos dois quando estão num momento de cumplicidade entre si, esqueço tudo e sorrio com a sensação de missão cumprida. 

Quatro meses de muitas noites em claro, de acordar por turnos para lhe dar mama, por vezes de 1h30 em 1h30, muitos convites de saídas e festas recusados, muita praia e bom tempo por aproveitar, muito cansaço acumulado e dores de costas... mas acima de tudo, quatro meses de muito amor por ver que fazes parte de uma família que amas muito e que te ama ainda mais de volta. 

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