#FazFigura: momentos a dois precisam-se


Na semana passada tivemos um jantar romântico a dois, pela primeira desde o nascimento do Pedro. Escolhemos o aniversário do maridão para ir conhecer um restaurante com uma longa história na cidade de Lisboa e que queríamos experimentar já há algum tempo, o Faz Figura. 

Pedimos reforços para ficarem com os miúdos e as avós disseram na hora que sim (mal sabiam elas o serão que iriam ter). Apesar da princesa Leonor ter começado o dia logo a dizer que não queria que eu fosse sair sem ela e que ou não ia ou ela viria comigo, a verdade é que foi o baby Pedro a grande dor de cabeça dos avós. 

Desde que saímos de casa e até ao momento em que chegámos ao restaurante - cerca de uma hora por causa das obras perto do Terreiro do Paço - ele não parou de chorar e gritar, ora no colo de uma avó, ora no colo da outra. Engolimos em seco e tentámos não desanimar. Pensamento: «Já que saímos de casa, pelo menos que aproveitemos este momento para jantar como deve ser». Sim, o pensamento vale o que vale e o que é certo é que passado uns cinco minutos já estávamos com o telemóvel na mão preparados para saber se já tinha parado... pelo que percebemos, esteve duas horas intensivas a chorar. As avós já não sabiam que suava mais, se elas, se ele. 

Já a princesa ia distraindo-se a brincar com o avô, mas estava com tantas saudades nossas que acordou uma hora depois de regressarmos a casa e foi ter ao nosso quarto pé ante pé. Não queria dormir na nossa cama, nem que eu dormisse na sua, queria apenas que eu a fosse deitar, lhe desse mimos e a ficasse a ver adormecer. No dia seguinte de manhã confessou-me que tinha tido «muitas saudades».



Se me perguntarem se compensou, a resposta é sincera e simples: sim. Além de estarmos a precisar de um momento só nosso e fora da rotina e das 'obrigações' de pais, acho que também os nossos filhos estavam a precisar de 'desligar' um pouco do hábito do colinho da mamã e do papá.

No entanto, quando vamos jantar fora, há outro fator que realmente importa: a comida e a bebida. Infelizmente ainda não posso beber vinho, mas o maridão pôde e adorou todo o conceito de vinho a copo e de a ementa ter sugestões para cada prato. Além de ajudar quem não percebe ou conhece muito bem os vinhos portugueses, ainda é uma ótima forma de sair das escolhas seguras e experimentar novas colheitas e zonas de produção. 



Já a comida, e essa pude degustar sem restrições relacionadas com a amamentação, ficou acima das expetativas. Para entrada optei por uma das sugestões da nova ementa de verão, um tártaro de atum com pequenas esferas de maracujá para refrescar e algo mais tradicional para prato princiapal: magret de pato. 


Por último, aqui a gulosa não resistiu a um fondant de caramelo com sorvete de toranja e ainda bem porque era simplesmente delicioso. Já o marido adorou os secretos de porco preto confecionados a baixa temperatura e durante quatro horas, à semelhança do que acontece com as bochechas, e ficou rendido ao ninho de codorniz de entrada, não só pelo sabor, mas também pela apresentação do prato. 

A recomendar e a repetir, mas só depois de o baby Pedro entrar no colégio... pode ser que depois deixe de chorar tanto com as 'babysitters' aahaah

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