Viajar pelo mundo com os príncipes é um sonho, o meu



Se resumir a minha vida, metade são viagens e a outra metade são os meus filhos. A Europa chegou ainda na minha infância quando as finanças e os pais ainda não permitiam passaram outras fronteiras. Espanha, Ceuta, França e Luxemburgo foram os primeiros destinos, aos quais se seguiram Inglaterra e Escócia na adolescência. Já no início da idade adulta, mais concretamente na universidade, surgiram outros destinos europeus, mas já pelo meu próprio pé: vivi em Madrid um ano e viajei para Amesterdão numa viagem de finalistas improvisada. No entanto, foi quando comecei a trabalhar e quando regressei à universidade para tirar uma pós-graduação em criminologia que as viagens à séria vieram. Ibiza, Formentera e Gran Canária em trabalho; Itália, México, Tanzânia e Zanzibar em lazer. Nada - tirando os meus filhos e marido, claro - me enche mais a alma e o coração do que falar de viagens e claro está fazê-las. 

No entanto, desde que fui mãe há três anos, os destinos tiveram de ser adaptados. Em vez das areias finas e das águas quentes do Índico passei para as praias do Algarve e da Costa Alentejana; em vez das experiências surreais de aprender a disparar com a polícia mexicana ou de fazer safaris passei a ir ao Zoo e ao Oceanário de Lisboa; em vez de marcar férias com uma semana de antecedência para aproveitar promoções de última hora, passei a ter de reservar e planear tudo uns meses antes. 

Apesar das grandes viagens ainda não estarem para breve porque o baby Pedro ainda só tem quatro meses, a verdade é que sonho muito com o dia em que conseguir embarcar com os meus príncipes e com o amor da minha vida numa viagem à grande. Não digo uma verdadeira volta ao mundo, mas uma pequenina a dois ou três países já me enchia as medidas e saciava esta vontade de partilhar com eles a paixão de ver o mundo sem ser pelo ecrã da TV ou do computador. 

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