quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Dias que se atropelam


Quantos dias e noites não me tenho sentado aqui, em frente a este mesmo portátil, cheia de ideias para escrever e sem coragem para o fazer?

Quantos e quantos momentos não tive em que comecei a escrever um post e fui interrompida por um baby Pedro a chorar com cólicas ou por uma princesa Leonor que queria jantar?

Quantas vezes não abri o blog e contei os dias em que voltei a não conseguir publicar um texto?

Quantas madrugadas não houve em que dei de mamar ao Pedro, deitei-o, fiz um chá e fui ver e-mails e imagens de novas coleções para partilhar e acabei por me render às evidências do cansaço?

Foram tantas as vezes que sinceramente deixei de as quantificar. Entre noites mal dormidas e ainda em sistema de turnos de três em três horas; dias que começam no trânsito e no trabalho e terminam nas compras, a escolher a roupa dos príncipes para o dia seguinte ou a preparar qualquer coisa para levar para almoçar no trabalho no dia seguinte... sobra tão pouco tempo para este 'meu' mundo...

Mas melhores dias virão e eu sou tudo menos pessoa de me deixar desanimar. Posso ter dias maus, momentos em que só me apetece gritar ou mandar alguém ir ver se chove no Butão, mas depois de o fazer (ou não) acabo por olhar para o que tenho mesmo aqui tão pertinho de mim e é impossível não sorrir. Pode parecer cliché, mas não mesmo nada melhor do que ter dois filhos que amo de forma incondicional e que me amam de volta, mesmo que ainda não saibam dize-lo ou demonstrá-lo.

Sem comentários:

Enviar um comentário