O medo de não conseguir chegar ao colégio a tempo...


Este post é para todas as mães que têm filhos na escola ou que frequentam aulas de música, ginástica e afins e que em algum momento ficaram na dúvida se conseguiam chegar a tempo de os ir buscar...

É para aquelas mães que imaginam que o seu bebé fica sozinho no colégio ou que a sua princesa é a última na sala de prolongamento...

É para quem, em algum momento da sua vida enquanto mãe, receou que os filhos poderiam pensar que os tinha simplesmente abandonado...

É para quem já sentiu a angústia de correr contra o tempo, lutar contra o trânsito, bater no volante enquanto grita de raiva e acabar por conseguir chegar no último minuto...

É para as mães que acabaram por sentir-se as piores progenitoras do mundo e para aquelas que acabaram por ser olhadas de lado pela educadora ou pela auxiliar que ficou com o vosso filho até às 19h29...

Sim, é para vocês, aliás, é para vocês e para mim, que faço parte desse grande grupo de mães que são tudo menos perfeitas. Que têm um trabalho (às vezes até mais do que um para conseguirem pagar as contas), que têm uma casa para arrumar e organizar, que têm um marido que também exige atenção, que têm amigas que ligam a querer combinar um cinema ou um jantar, que têm até uma pessoa dentro de si (imagine-se) com necessidades um pouco egoístas aos olhos recriminadores da sociedade... 

Sim, somos um pouco imperfeitas, mas segundo o neuropsicólogo Álvaro Bilbao, com quem falei recentemente, é normal não sermos perfeitas e não há problema nenhum nisso. Aliás, os nossos filhos querem tudo menos uma mãe perfeita. Sabem o que eles querem? Brincar muito. Sentir que os pais os amam e acima de tudo que têm paciência.

A melhor forma de lidar com um atraso ao colégio - que me aconteceu na última semana - é esconder o stress, guardá-lo para mais tarde, explicar aos nossos filhos o porquê de termos chegado um pouco mais tarde, abraçá-los e levá-los para casa. Nada de lágrimas, nem gritos, nem stress, por mais que isso nos custe as unhas das mãos que acabam roídas ou a língua que acaba mordida. 

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