quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Somos tudo menos super mães ou super pais; e erramos tanto


Já alguma vez se arrependeram de ter o segundo filho ou o terceiro (e até o primeiro)?

Já pensaram em deixá-lo no berço e fechar a porta só por um minuto para descansarem o cabeça e porem as ideias em ordem no 'silêncio'?

Já imaginaram gritar de desespero ou até já o fizeram com direito a umas asneiras pelo meio e uma porta a bater?

Já acharam que a vossa relação está por um fio porque simplesmente já não têm tempo sequer falar quanto mais para namorar? 

E confessem lá que só de ouvir ou dizer o termo 'namorar' dá-vos vontade de rir de sarcasmo tal o desuso em que caiu a palavra?

E sinceramente, acham que são as únicas nessa situação e que não há ninguém a passar exatamente pelo mesmo... sobretudo porque os blogues de mamãs são tão perfeitos, não é?

Pois, e até aqueles em que as mamãs dizem que andam cansadas e esgotadas e depois partilham uma foto toda produzida com os seis filhos perfeitos e o fim de semana passado pelo Algarve não parecem ajudar em nada a tirar a ideia de que somos os seres mais miseráveis do mundo...

E a ajudar à festa há aquela questão do 'compensar ter filhos' que nem sempre reduz a angústia. Parece que há momentos em que até eles acreditam que vivem numa 'casa de loucos' e em que é proibido sorrir ou dar beijinhos e abraços à mamã e ao papá.

E o que acontece à mamã e ao papá? 
Desesperam... tentam fugir de casa com desculpas esfarrapadas, tentam ir tomar um banho de meia hora em vez de um duche de cinco minutos, só para conseguirem estar sozinhos com os seus pensamentos em vez de estarem a enlouquecer com os choros e as birras... em vez de estarem entre os tachos do jantar e os biberões de leite... em vez de estarem a lavar o babygrow que veio vomitado do colégio (para não dizer pior) e a preparar a marmita para o trabalho do dia seguinte... ou mesmo a preparar as máscaras para o Halloween...

Mas tudo isto para vos dizer uma coisa: não estão sozinhos(as) e não precisam de enlouquecer ou de tentar ser perfeitos(as). Não há pessoas perfeitas, há pessoas desenrascadas que ultrapassam os obstáculos com soluções de carteira, de improviso, de momento. Há mães e pais que são humanos e que erram (e muito), mas também que aprendem com esses mesmos erros e que tentam fazer melhor. Há pais que choram de desespero, mas que depois respiram fundo e agarram os seus príncipes no colo e pensam: «ainda bem que escolheste o meu colo para te reconfortar desta constipação; ainda bem que decidiste que me querias a teu lado para mostrares que já sabes desenhar uma casa; ainda bem que decidiste correr para os meus braços hoje quando saíste da escola...»

E se me perguntarem se os nossos filhos e as birras podem ser o pior do dia de qualquer pai, digo-vos que sim, podem. Mas há uma que também vos digo com toda a certeza, eles são SEMPRE a melhor parte!»

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