sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Qual o melhor nome para um post sobre Paris?


E qual a foto preferida? 

E que adjetivo usar?

Sinceramente, pensei muito sobre o assunto e até encontrei respostas (muitas), mas todas me pareciam pouco para uma cidade que é 'demasiado'. 

Sim, 'demasiado' grande e monumental para se visitar em tão poucos dias;

'Demasiado' espetacular para ser possível ilustrá-la numa só imagem;

'Demasiado' especial, sobretudo com as decorações de Natal, para se descrever apenas com um adjetivo...

Por isso, vou fazê-lo de uma forma menos convencional e vou falar-vos de tudo e de nada.

Se recomendo uma visita a Paris? É indiscutível que sim. Mas se o tempo for pouco, como foi o meu caso, não sugiro propriamente um roteiro. O ideal é mesmo deixarem-se levar pela cidade. 


Crédito: Joana Paixão Obras

Torre Eiffel, a Pirâmide do Louvre, o rio Sena, Montmarte e o Moulin Rouge são obrigatórios, mas pode sempre partir desses locais para uma descoberta mais sensorial e intuitiva do que seguindo um trajeto fixo no mapa.

Cada vez gosto mais deste tipo de viagem. Além de ser menos exigente, cria menos expectativas e consequentemente menos frustrações. Telemóvel ou máquina em punho e apenas a cidade debaixo dos pés e o reboliço da vida diante dos olhos.



Não subi à Torre Eiffel, nem entrei no Louvre, mas senti a sua monumentalidade e o peso da sua história; sentei-me no café do bairro, almocei como uma parisiense e comi batatas fritas sem consciência pesada; caminhei ao lado do rio Sena ao anoitecer e senti o vento frio tocar-me no rosto; andei de metro empurrada pela azáfama da cidade e perdi-me como qualquer turista que se preze; passei pelo rio Sena no tradicional batou mouche com direito a jantar de gala e uma preparação digna de princesa; e quando chegou o momento de partir senti que ainda havia tanto para ver, mas de coração tranquilo porque estava na hora de rever os meus príncipes. 



Quando entrei no avião o pensamento foi simples, meio em tom de ordem para mim própria: «Não volto a viajar sem eles...» Por isso, Paris, quero voltar a conhecer-te, mas com umas mãos curiosas e irrequietas no meio das minhas...

P.S.: Merci pour le voyage et pour l'invitation a Parole de Mamans et Selectour AFAT.

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