Pedir ajuda não significa ser má mãe ou mau pai


Adorava ser capaz de sozinha ir levar e buscar os miúdos ao colégio, dar um pulo ao supermercado, ser responsável pelos jantares e conseguir ainda enviar almoço no dia seguinte para o papá, arrumar a casa de ponta a ponta, ainda aproveitar a hora de almoço para fazer umas compras de roupa para os babies, colocar roupa a lavar, estender e ainda passar, brincar com os príncipes quando chego a casa e ainda ver um filme com o maridão à noite depois de arrumarmos a cozinha e pormos os miúdos na cama. Uffaaa só de escrever já fiquei cansada, imagine-se fazê-lo diariamente, 7 dias por semana, quatro semanas por mês, doze meses por ano... Digno de super mães e super pais!!!

Mas nem sempre temos de fazer tudo sozinhos, aliás, não somos melhores nem piores pais se carregarmos o barco todo e as tarefas todas. Apesar de não ser fácil admitir que se precisa de ajuda e de muitas vezes pensarmos que os filhos são uma responsabilidade só nossa, a verdade é que se o fizermos de vez enquando isso pode significar alguma sanidade mental e essa sim é essencial para conseguirmos ser bons pais e antes de mais melhores pessoas, mais tranquilas e de bem com a vida. Os nossos príncipes precisam de brincar, de sorrir, de estar connosco, de passear, de fazer amigos e de crescer felizes. E para que isso seja possível não podemos estar assoberbados pela carreira e tarefas domésticas. 

Por isso, se um dia vos apetecer, e se puderem financeiramente, contratem uma empregada para fazer umas horas em vossa casa; peçam aos avós para ficarem com eles um sábado à tarde; aceitem quando a sogra faz bolo ou sopa a mais ou quando os amigos vos perguntarem se precisam de companhia para irem às compras ou ao parque com os miúdos.

Às vezes é tão simples quanto isso: aceitar que os nossos familiares e amigos queiram partilhar connosco o seu tempo. De certeza que no final vão sentir-se mais descansados porque conseguiram finalmente marcar aquela consulta que tanto adiaram; fazer compras sem estar com um olho nos miúdos, outro no telemóvel e ainda a consultarem a lista; ou simplesmente dormir uma sesta sem despertador...

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