terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O que sonhamos para eles? E o que sonham eles?


Todos os pais têm sonhos para os seus filhos. Que sejam saudáveis numa primeira instância; que tenham amigos, boas notas na escola e um hobbie fora dela, mais tarde; e até que consigam um bom (ou excelente) emprego e que encontrem alguém que os ame e respeite (e que lhes dê netos, claro! ahahah).

Felizmente hoje em dia, os sonhos são um pouco mais abrangentes do que antigamente e os pais acabam por recorrer a um cliché quando falam dos sonhos para os filhos. Quantas vezes não ouvimos a expressão "eu quero é que sejam felizes"? E não foge muito da realidade, mas quantos não pensam sem verbalizar que isso na verdade quer dizer que querem que eles ganhem bem, que nada lhes falte, que namorem com aquela "certa" pessoa, idealizada por si, e que lhes deiam netos, isso normalmente não falha.

Eu posso ficar tranquila quanto à maioria destas questões, pelo menos, por enquanto, é que a princesa Leonor já me confidenciou os seus sonhos para quando for crescida. Sim, numa destas tardes de regresso a casa acabou por me dizer que já não queria ser "só" arquiteta. 

«Mamã quando for grande quero ser arquiteta, doutora, mãe, adormecer o Pedro e deitá-lo... hummm e quero ser pintora e professora.»

Apesar de suspeitar que não terá agenda para tantas profissões, a verdade é que há algo que me parece ainda mais improvável. Adormecer e deitar o Pedro quando ele tiver 20 anos? Não sei se ele deixa. Se do alto dos seus 11 meses nem a mim me deixa adormecê-lo, quanto mais em idade adulta... 


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