Antes de ser mãe, ir de férias era sinónimo de 'dolce fare niente'. E agora?



Antes de ser mãe, férias eram sinónimo de muita praia, uns quantos cocktails e almoços e jantares à beira da piscina ou de olhos postos no mar, muitos momentos de relax, algumas sestas e muitas manhãs na cama depois de noites de festa. 

Hoje, com dois príncipes lindos, ir de férias consegue ser mais cansativo do que ir trabalhar. 

Já não há só uma mala com meia dúzia de looks de praia; há, pelo menos três malas com roupa, e uns 5 ou 6 sacos com brinquedos, baldes e pás para a praia, uma piscina de plástico, fraldas e toalhitas, um kit de emergência com pensos, pomadas, comprimidos e supositórios (porque nunca se sabe); e uma mala térmica com suminhos, bolachinhas, sopinha, frutinha... 

E colocar tudo dentro do carro consegue ser um verdadeiro puzzle daqueles de peças bem pequeninas, pois entre os dois carros de passeios, as cadeiras, a piscina e as bóias e as malas, não sobra muito espaço. Isto já para não falar da ordem em que arrumamos as malas, é que há sempre coisas que têm de ficar "à mão". O problema é que mesmo com planeamento há sempre coisas que nunca encontramos à primeira. Do estilo: onde estão as fraldas? e as bolachinhas?

Na hora de partida também há mais planeamento do que antigamente. Em vez de ser colocar tudo no carro e ir, há que pensar se vamos apanhar muito calor com os miúdos, se compensa mais ir à noite com eles a dormirem e chegar ao destino com dois babies de pilhas carregadas e vontade de fazer noitada a brincar ou se mais vale dormir em casa e ir só de manhã/madrugada, correndo o risco de não acordar cedo ou de não conseguir despachar as crianças e as malas antes do meio dia. 

Quando finalmente chegamos ao destino há pouco de semelhante ao antes de ser mãe, possivelmente só mesmo o facto de mudarmos de casa e de fazermos uma viagem de carro. Temos sempre de ir ao supermercado comprar leite, iogurtes e tudo o que faz falta para a sopa dos miúdos. Fraldas e toalhitas também costumam estar na lista. E mesmo que se vá comer fora, com miúdos há sempre apetite antes de irem dormir ou a meio da tarde e obrigatório: logo de manhã, por isso há que ter um bom stock de fruta, cereais e bolachinhas

A piorar as rotinas, há banhos de manhã e à noite, ora para tirar o cloro da piscina, ora para tirar o sal e a areia da praia, ora porque suaram imenso a jogar à bola

A melhor parte são os seus sorrisos, a sua felicidade e a nossa imensa alegria de os ver correr, saltar e  brincar. Sem horários tão rígidos, sem colégio ou trabalho para onde ir, sem reuniões do condomínio, consultas médicas ou idas aos correios ou ao banco. Sem roupa para lavar/engomar/dobrar/arrumar, sem almoços e marmitas para preparar para o dia seguinte. E com muito mais paciência para brincar e jogar, com um tom de pele mais saudável e bonito e com menos dores de cabeça e preocupações. 

Ir de férias com miúdos pode ser muito mais cansativo do que ir trabalhar em certos aspetos, sobretudo pela preparação e pelo regresso a casa com malas para desfazer e pilhas de roupa para tratar, mas não há nada que pague o prazer de os ver correr na areia, saltarem nas ondas, fazerem castelos e piscinas na praia durante horas e de os ver dormir na sombra do chapéu ou deitados no nosso colo, e de não ter de ir a correr para o trabalho ou para o colégio. 

Venham as férias, estou preparada!

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