Arrependida de ser mãe?!



Esta semana cruzei-me com um título de uma notícia que me chamou a atenção: «Estou muito arrependida de ser mãe»... 

Aqui fica o que tenho a dizer sobre o assunto:

Se não tivesse sido mãe há quatro anos e, novamente, há 16 meses, hoje possivelmente estava de férias numa qualquer ilha paradisíaca (só de escrever isto até "salivo" ahaha); 

podia olhar para o extrato bancário sem ter de fazer contas ou de pensar em que dia é que sai a mensalidade do colégio, da casa, ou daquele dinheiro extra do VISA...; 

estava certamente mais magra até porque teria tempo e dinheiro para ir ao ginásio ou para simplesmente correr à beira-mar (mesmo odiando correr... possivelmente caminhar é o termo mais adequado); 

quase de certeza que conseguia jantar de seguida, sem ter de apanhar o garfo da Leonor, de terminar de dar a sopa ao Pedro e ainda de descascar a maçã e a meio ir buscar um copo para mim que entretanto me esqueci; 

podia entrar no supermercado e ver as promoções com calma e ainda dar um pulo nas lojas de roupa e aproveitar os saldos sem pressões;

imagine-se que até podia, na loucura, experimentar roupa sem ter de ser no provador maior com o Pedro a chorar e a tentar sair do carrinho e a Leonor a abrir o provador para partilhar as opões de moda da mamã com metade da loja;

podia sair da loja com aquele vestido de 60 euros que me ficava tão bem e sem qualquer peso na consciência;

podia dormir... e neste ponto nem me vou alongar muito porque sinceramente depois de tantos anos a dormir mal bastavam-me umas 6h por noite (de seguida) que eu já ficava tão feliz...

Sim, se não tivesse sido mãe as coisas podiam ser mais fáceis, menos trabalhosas, mais tranquilas, menos dispendiosas... mas sabem que mais, isso na verdade não interessa nada! Porquê? Porque não há nada no mundo que me faça arrepender de ter sido mãe. 

Muitas vezes digo que quem não tem filhos não sabe o que está a perder e, leia-se que eu entendo perfeitamente a opção de não ser mãe ou pai, mas se soubessem o que estavam a perder, possivelmente mudavam de opinião. 

Eu confesso que até nunca fui daquelas pessoas que sonhava assim tanto em ser mãe, mas no dia em que a princesa Leonor nasceu, nasceu também uma outra pessoa: eu, mãe. 

O pior do meu dia até podem ser as birras dos meus babies, até pode ser o cansaço acumulado, a falta de paciência ou o excesso de trabalho, mas há uma coisa que é sempre a melhor parte, que é o momento em os vejo, em que oiço as suas gargalhadas, em que me abraçam como se não me vissem há meses ou em que me molham quando lhes estou a dar banho... não há nada melhor do que regressar depois de um longo dia de trabalho e ter dois babies a correrem pela casa na minha direção.

Arrependida do que perdi? Nunca. 
Grata sim por tudo aquilo que ganhei nestes quatro anos. 

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