Não há trabalho que aguente


No último mês tivemos miúdos constipados, varicela à vez para ninguém ficar com inveja, pai com virose, princesa com virose, mãe com pré-virose e ainda alguma tosse nos intervalos só para animar a coisa...

Sinceramente, não sei como é que os pais e as mães que não têm avós ou amas por perto conseguem fazer. 
Então e as mães e os pais solteiros? Nem quero imaginar... 

Felizmente, no nosso caso, temos os avós por perto e reformados, sendo que ainda hoje conseguiram dar um pulo ao colégio para apanhar a princesa que depois da diarreia de ontem, hoje começou a fazer febre. 

Resumindo, no último mês e meio, se eu tivesse que ficar com os babies em casa sempre que estiveram doentes, por falta de outra alternativa, a verdade é que devia ter vindo trabalhar uns três ou quatro dias e não completos...

Felizmente consegui só tirar uma semana de férias e entre pai e avós deu para gerir as restantes semanas. 

Por tudo isto e muito mais, às vezes rio-me quando oiço os políticos falarem sobre a importância de se aumentar a natalidade... e rio-me ainda mais quando leio notícias que destacam os maravilhosos apoios que os pais têm ou que vão passar a ter. 

O que é certo é que os colégios continuam a custar um balúrdio, as IPSS's não conseguem dar resposta a todos os pedidos que lhes chegam, os abonos são deveras ridículos e em muitos casos inexistentes, há poucos colégios e creches com horário prolongado e muitas vezes cada hora extra custa mais um pequeno balúrdio aos pais e as entidades patronais são tudo menos compreensivas em relação a faltas e atrasos. A maioria dos patrões olha mesmo com desconfiança para a mãe ou pai que chega atrasado porque teve de ir a uma consulta com o filho; ou para a mãe que usa o seu direito de sair duas horas mais cedo para amamentar; e há mesmo quem acabe por não renovar contratos porque a trabalhadora é mãe... aliás, esta não é a versão oficial, será mais algo do género: «não é produtiva o suficiente»...

Resumindo: filhos pequenos = zero planos e imprevistos constantes.

Objetivos para 2018: 
desenvolver (ainda mais) as capacidades de adaptação e de improvisação; 
dar ainda mais valor à ajuda dos avós; 
e continuar a fazer uma grande ginástica com os horários, isto se quisermos manter os trabalhos, claro!

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