Marcas Avant-Garde

Patrícia Ramos. Com tecnologia do Blogger.
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Ser pai de menina não é o mesmo que ser pai de menino e isso vê-se logo nos comentários que começa a ouvir ainda a princesa não saiu da maternidade. «Vais ter de arranjar licença de porte de arma» ou «é tão linda... estás tramado quando ela crescer» são algumas das frases mais comuns. 

E o pai começa logo a sofrer por antecipação, mas vai desvalorizando porque ela ainda é tão pequenina e ainda falta tanto tempo... o problema é quando ela meio em confidencia, aos quase 4 anos, acaba por dizer que gosta do L. e que ele gosta muito de lhe dar abraços e beijinhos. 

Pânico instalado!!! O pai pensa em tudo. Onde anda a caçadeira, qual o perfil de Facebook da criança (não tem é óbvio, mas o pai nesse momento nem raciocina direito), quem são os pais, onde mora, quantos anos tem... 

E ela saí-se com um «a mãe já sabe... eu já lhe disse». Ups. O pai vira-se para a mãe (leia-se eu) e verbaliza as perguntas todas de rajada. 

Pois, realmente não é a primeira vez que ela fala do L., que é da turma do lado, ou seja, tem mais um ano do que ela e é o menino que gosta muito de lhe dar beijinhos e abraços no recreio. 

No meio disto tudo ela diz ao pai que ele tem «15 anos e que anda na Primária (!!!!)». O pai pergunta «como?» e esquece-se que é impossível ser da primária porque o infantário termina na sala dos 5 anos e que a idade é apenas uma suposição dela que na verdade também não sabe bem diferenciar o que é ter 4 anos, 15 ou mesmo 25. 

O pai acaba por dizer que quer saber quem é que ele é... e que vai "sondar" no dia seguinte. E ela desabafa um: «ó pai, eu também não sei quem ele é...» [gargalhadas da mãe]

A conversa fica mesmo por ali, não vale a pena alimentar... «São crianças» e como é bom ser criança e ter a inocência de uma criança. 

Há uma semana, a princesa Leonor trouxe o Xavier para casa e em vez de dois príncipes passei a ter três, sendo que o terceiro é um peluche amoroso feito pelas auxiliares do colégio da Leonor e que irá passar um fim de semana em casa de cada um dos colegas dela.

O objetivo era que ele nos acompanhasse nas tarefas e atividades de um fim de semana cá em casa. O único senão é que os Xavier nos visitou numa altura em que o baby Pedro estava ainda a recuperar de uma sequência de 'ites': otite, amigdalite e bronquite. 

Mas tirando esse pormenor, o Xavier divertiu-se muito entre a ida ao parque com a princesa e o papá, o brincar com os manos em casa e até uma ida à festa de um colega do colégio da Leonor. 

No final, tínhamos de relatar a experiência no dossier do Xavier com imagens e texto, numa espécie de 'fim de semanário' [ahahah]. Mas como o papá Rui tem imenso jeito para desenhar, aproveitámos o seu talento e pedimos-lhe para passar a nossa experiência para uma Banda Desenhada bem animada. 

Cá por casa adorámos a experiência e lá na escola também gostaram imenso do resultado. 

Este post é para todas as mães que têm filhos na escola ou que frequentam aulas de música, ginástica e afins e que em algum momento ficaram na dúvida se conseguiam chegar a tempo de os ir buscar...

É para aquelas mães que imaginam que o seu bebé fica sozinho no colégio ou que a sua princesa é a última na sala de prolongamento...

É para quem, em algum momento da sua vida enquanto mãe, receou que os filhos poderiam pensar que os tinha simplesmente abandonado...

É para quem já sentiu a angústia de correr contra o tempo, lutar contra o trânsito, bater no volante enquanto grita de raiva e acabar por conseguir chegar no último minuto...

É para as mães que acabaram por sentir-se as piores progenitoras do mundo e para aquelas que acabaram por ser olhadas de lado pela educadora ou pela auxiliar que ficou com o vosso filho até às 19h29...

Sim, é para vocês, aliás, é para vocês e para mim, que faço parte desse grande grupo de mães que são tudo menos perfeitas. Que têm um trabalho (às vezes até mais do que um para conseguirem pagar as contas), que têm uma casa para arrumar e organizar, que têm um marido que também exige atenção, que têm amigas que ligam a querer combinar um cinema ou um jantar, que têm até uma pessoa dentro de si (imagine-se) com necessidades um pouco egoístas aos olhos recriminadores da sociedade... 

Sim, somos um pouco imperfeitas, mas segundo o neuropsicólogo Álvaro Bilbao, com quem falei recentemente, é normal não sermos perfeitas e não há problema nenhum nisso. Aliás, os nossos filhos querem tudo menos uma mãe perfeita. Sabem o que eles querem? Brincar muito. Sentir que os pais os amam e acima de tudo que têm paciência.

A melhor forma de lidar com um atraso ao colégio - que me aconteceu na última semana - é esconder o stress, guardá-lo para mais tarde, explicar aos nossos filhos o porquê de termos chegado um pouco mais tarde, abraçá-los e levá-los para casa. Nada de lágrimas, nem gritos, nem stress, por mais que isso nos custe as unhas das mãos que acabam roídas ou a língua que acaba mordida. 

O baby Pedro começou a escolinha com o pé direito e muitos elogios. Porque é um simpático, porque está sempre de sorriso pronto, porque tem imensa força, já gatinha para trás e não pára quieto, e sobretudo porque é um comilão (o que imagino que deve ser uma maravilha para as auxilares).

Mas como não há bela sem senão, a primeira semana não podiam ser só maravilhas e o nosso príncipe apanhou a primeira virose... e o primeiro sintoma foi simplesmente a perda de apetite, o que nele é mesmo de estranhar. Depois veio a febre e mesmo com 39 ºC não havia quem lhe tirasse o sorriso.

Lá fomos com ele para o pediatra e o diagnóstico foi uma amigdalite viral. Receita: paracetamol e brufen intercalados de 4h em 4h. O desespero inicial é que nem sequer com esta medicação a febre baixava dos 37ºC. No entanto, depois de uma noite em claro, para ele, para mim e até para a princesa que se apercebeu das movimentações noturnas e quis colinho da mamã, lá conseguimos vencer a febre e aguentar as 4h sem ultrapassar a barreira dos 37ºC. 

Hoje já está um bocadinho mais animado e já aguenta umas 6h sem medicação para a febre. O apetite é que ainda não regressou a 100%, mas mesmo assim não nos podemos queixar. 

E no meio disto tudo, o que me valeu foi a avó. Como não podia ficar no colégio e os papás estavam cheios de trabalho, a casa da avó acabou por ser o seu refúgio e o seu colo durante os últimos dois dias. 

Hoje, felizmente a mamã está de folga e já pode encher o príncipe de mimos e aproveitar para dormir um bocadinho também, é que isto de estar com quase duas diretas em cima e ainda ter de mimar a princesa e o príncipe, trabalhar e organizar a casa é dose....

Mas o mais importante é que ele fique bom e rápido e que a princesa consiga 'fintar' a virose e termine a primeira semana no novo colégio sem nada de negativo a registar.

Os meus príncipes já estão oficialmente em contagem decrescente para o primeiro dia no colégio novo e eu tenho a certeza que estou bem mais nervosa do que eles. 

Para ela não é propriamente uma estreia, mas cheira-me que vai ser difícil. Não só pela sua personalidade bem definida com um toque de mau feitio e teimosia à mistura, mas sobretudo porque não vai ter lá as amiguinhas da escola anterior. 

Já para ele é uma estreia bem precoce. Do alto dos seus seis meses vai pela primeira vez estar com outros babies que não a mana e primos e com outros adultos que não os papás, avós e tios... O que me tranquiliza é mesmo saber que o colégio é em frente da casa dos meus pais e que o príncipe come bem e de tudo e sempre como se não houvesse amanhã. Além disso, é daqueles bebés que adora espalhar charme. Sorri sem grandes restrições e salta para o colo de todos...

Quem vai ficar de coração apertadinho eu sei quem é. A mamã e o papá que vão ter daqueles dias de trabalho bem complicados e longos, cuja agenda bem preenchida até pode ser boa para fazer esquecer a preocupação do primeiro dia...

Hoje encontrei um texto com o qual já me começo a identificar. Traduzi-o, adaptei-o um bocadinho à minha realidade e no fim fartei-me de rir com a constatação de que há tantas mães que se devem identificar com quase todos os 10 sinais que mostram que uma mulher regressou recentemente ao trabalho depois de uns meses de licença de maternidade...

1. No colégio reconhecem a sua voz assim que você diz: «olá, boa tarde!»;

2. Pensar que vai almoçar sozinha - sem o bebé ao colo ou sem o estar a embalar - é quase a realização de um sonho;

3. As lágrimas são assim as suas melhores amigas e vão consigo para todo o lado, mesmo que nem fale sobre o seu filho;

4. Domingo à noite é a altura em que pensa: «devia ter preparado refeições para a semana toda e para a família toda...» e depois vai para a cozinha... cozinhar durante duas horas frenéticas;

5. Os seus filhos começam a elogiá-la porque o guarda-roupa de mãe a tempo inteiro foi substituído por roupa mais bonitinha e até alguma maquilhagem e acessórios;

6. A sua casa deixou de ser um lar fofinho e com tudo organizado e já só parece uma casa que foi atingida por um furacão;

7. Conseguiu ficar doente umas 20 vezes no espaço de apenas um mês. Viroses, constipações, amigdalites... enfim, tudo o que os príncipes apanharam no colégio e decidiram levar para casa;

8. Quando ouve o telemóvel salta da cadeira porque está sempre em estado de alerta. Pode ser da creche, ou talvez da creche, ou se calhar é da creche...

9. Pegar o seu bebé ao colo torna-se no momento mais mágico e único do mundo. Passa o dia a pensar nesse gesto e já nem se lembra das dores nas costas ou dos 7,5kg que ele pesa;

10. Café e maquilhagem tornam-se nos seus melhores amigos... sim porque as noites mal dormidas precisam de ser 'disfarçadas'.

Quando chega o dia de irmos visitar o colégio dos nossos filhos, ver as instalações e conhecer a educadora e as auxiliares estamos sempre um pouco apreensivos e um tanto ou quanto nervosos... quase que parece que somos nós que vamos pela primeira vez para a escola. 

Então quando isso se multiplica por dois príncipes, sendo que a mais velha vai mudar de colégio e conhecer novos amiguinhos, há um misto de sentimentos, emoções e ansiedade. Apesar de acreditar que a mudança é sempre positiva, sobretudo porque nos dá a destreza necessária para nos adaptarmos às exigências da vida, a verdade é que ela ainda é uma bebé (pelo menos aos meus olhos ehehehe).

Para facilitar a adaptação à ideia, vamos dizer-lhe que agora que tem três anos vai para a 'escola dos crescidos' e para perto do mano para ir com ele todos os dias de carro. 

Agora 'só' falta esperar até dia 1 de setembro, tratar do resto da papelada (que é mais que muita) e começar os preparativos para a 'mala da escola' que mais parece a mala que tive de arranjar para a maternidade.

Bibes, lençóis, protetores solares, babetes, cremes hidratantes, chuchas, biberões, soro e fraldas são apenas a ponta do iceberg da lista de pertences obrigatórios para o primeiro dia de escola do baby Pedro e da princesa Leonor.

P.S.: E a juntar a estes nervos e preparativos, há ainda outro pormenor que me anda a tirar o sono (que já não é muito): faltam menos de duas semanas para regressar ao trabalho e deixar o baby com a minha mãe... (panic)

Sempre ouvi a minha mãe dizer que o dia em que decidiu levar-me para a pré-primária tinha sido muito difícil... aliás, o dia não, as semanas que se seguiram. Além de ter estado até aos cinco anos sempre em casa com ela e ter tido a sorte de conviver de perto com os meus avós e vizinhos da mesma idade nas famosas brincadeiras na rua quando ainda se podia correr e jogar à bola sem medo, eu não achava piada nenhuma à pré-primária. Não queria largar a minha mãe e só aceitava participar nas atividades se ela estivesse sentada assim mesmo ao meu lado.

Apesar de ter este historial, sempre achei que com a minha princesa ia ser diferente porque a iria colocar no colégio bem mais cedo. O certo é que quando chegou a altura de regressar ao trabalho, após a licença de maternidade, era Inverno e ela era tão pequenina e frágil que o meu coração de mãe levou-se a deixá-la com os meus pais. Além de terem a experiência de terem tomado conta dos meus sobrinhos, são das pessoas mais pacientes do mundo e têm tempo para ela. Além de a levarem sempre a passear e de lhe darem mimos, ainda a ensinam jogos didáticos. Melhor conjugação impossível...

Mas agora, com dois anos feitos em junho, decidimos que era o momento para fazer a transição. Visitei quase uma dezena de colégios. Uns mais simpáticos, outros mais baratos, outros  mais perto de casa, mas não encontrávamos o tal. Até que acabámos por nos decidir por uma creche mais flexível que aceitava fazer part-time (9h-15h) e ainda tinha a vantagem de lá estar uma amiguinha da Leonor. Até os primeiros dias foram perfeitos e eu fiquei maravilhada com a experiência. Os problemas surgiram no último dia da primeira semana quando ela não quis ficar e se agarrou ao meu pescoço a chorar e a soluçar... nesse dia o coração falou mais alto e levei-a para casa.

Desde a última sexta-feira que a princesa tem pesadelos, acorda a soluçar e a chamar pela 'mamã' e pelo 'papá' e até quando fica com o pai porque eu vou trabalhar ela chora e diz que eu não vou voltar. Isto já para não falar das birras que começaram a surgir por tudo e por nada... e pelas conversas que tem connosco ao telemóvel quando estamos a trabalhar. «Vem para casa mamã, a Nonô tem saudades» é a frase mais frequente...

Mas como todos me dizem que não é fácil e que temos de insistir um pouco, hoje levei-a novamente, mas fiquei lá com ela a brincar. O plano não sei se será o mais eficaz, mas neste momento a única coisa que quero é que ela associe o colégio a coisas boas e não a traumas, birras e choros. Quero que ela se habitue às outras crianças, que goste de brincar naquele espaço e que chegue mesmo a ter saudades da hora de regressar. Sinceramente, não sei se é a melhor opção, mas não quero ser excessivamente radical de a deixar a chorar compulsivamente e virar costas ou de simplesmente desistir e voltar a deixá-la com os meus pais...

Aceitam-se  conselhos... aliás precisam-se urgentemente conselhos ;)
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Sobre mim

Patrícia Ramos. 36 anos. Mãe de uma princesa Leonor com 5 anos e de um baby Pedro com 2.
Ex-jornalista e atual assessora de imprensa. Apaixonada por viagens, moda, livros e praia.
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