Já tínhamos ido ao Oceanário com os príncipes, mas na altura o baby Pedro ainda era tão pequenino que passou a visita toda a dormir, o que foi ótimo porque a Leonor pode ver tudo com calma e adorou. Desta vez acho que foi a vez dele desfrutar da visita. Ficou tão entusiasmado que queria entrar para dentro dos aquários e não parava de dizer os nomes dos animais. Os tubarões eram os mais óbvios, mas várias vezes o ouvimos exclamar: «ohhh o pexe uaaaaa», leia-se peixe lua, e as «aiaaas», que eram as raias... estava tão maravilhado que mesmo super cansado dizia que não queria ir embora.
Desta vez tivemos a sorte de ir conhecer os bastidores do Oceanário, incluindo a zona onde estão os filtros e os sacos de sal gigantes, pois são necessárias 18 toneladas por mês para manter os tanques com a água salgada o suficiente; e ainda a zona onde os biólogos e aquaristas alimentam e monitorizam as diferentes espécies.
E para ajudar a manter este projeto vivo e bem de saúde, vai fazer toda a diferença o valor angariado através da campanha dos Super Animais do Pingo Doce. A 2ªedição desta iniciativa permitiu superar o valor angariado na edição anterior, chegando aos 107.550€ que serão posteriormente aplicados num projeto do Oceanário de Lisboa.
Outro dos momentos altos do dia foi a mascote do Oceanário e a parte dos pinguins e das lontras, impossível não adorar. A única coisa que o baby Pedro não quis experimentar foi tocar no gelo, de resto, acho que até ia lá para dentro viver com eles sem problema nenhum.
Há mais ou um mês decidimos levar a princesa Leonor ao Oceanário. Imaginámos logo que iria adorar, pois sempre que vamos ao Zoo de Lisboa sai de lá radiante com os animais, tão radiante quanto cansada. Normalmente entra no carro e 'apaga' no momento seguinte tal a exaustão em que se encontra e como ela não é de todo menina para dormir fora da sua zona de conforto, luta contra o sono e só cede quando entra em território conhecido, neste caso o carro.
Sinceramente, não sei se desta vez foi a princesa ou a mamã e o papá quem saiu mais maravilhado do Oceanário... Eu pessoalmente adorei a paz e tranquilidade que transmite. Se não fossem as dezenas ou centenas de pessoas que lá estavam acho que ainda seria uma experiência mais instrospetiva e zen, mas como decidimos ir a um domingo, não havia forma de fugir às enchentes. Este é mesmo daqueles espaços que associamos de imediato a uma procura constante, seja por parte dos turistas, seja por parte dos portugueses e de todas as idades.
Antes de entrar, a princesa Leonor só dizia que queria ver as tartarugas, os polvos e imagine-se... as baleias. Saiu um pouco desiludida pela parte da ausência de baleias, mas achou muita piada aos tubarões mais pequenos, às raias e aos peixes em geral. Andava deliciada a correr de um lado para o outro e só se ria quando alguma criatura marinha se aproximava do vidro. Uma espécie de risadas nervosas e meio receosas dada a proximidade, misturadas com o entusiasmo e felicidade.
Este é mesmo daqueles sítios que recomendo a quem miúdos pequenos. Torna-se numa experiência maravilhosa para fazer em família e garanto que tanto os pais como os filhos saem de lá satisfeitos. Além disso, serve para cansá-los. Ou seja, dá para trazê-los em silêncio e a dormir no banco de trás.
A par destas visitas familiares, o Oceanário de Lisboa tem ainda um programa educativo, em parceria com as escolas portuguesas, que já abrangeu mais de 800 mil alunos e que continua em expansão com o objetivo de incentivar a descoberta das maravilhas dos nossos oceanos e estimular comportamentos de prevenção da Natureza.