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Patrícia Ramos. Com tecnologia do Blogger.
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Eu sou assumidamente apologista de adiar ao máximo a introdução de tablets e smartphones na vida dos mais pequenos. Sinceramente, acho que até uma certa idade há um mundo de outras coisas mais interessantes e estimulantes para eles fazerem...

Não é tão bom ver uma criança a correr, a jogar às escondidas, a fazer puzzles ou a ouvir uma história? 

Eu bem sei que é difícil mantê-los ocupados enquanto fazemos o jantar ou enquanto estendemos a roupa e bem sei que quem lhes dá os telemóveis para as mãos o faz porque não tem mesmo outra alternativa. No entanto, sou apologista de que o smartphone deve ser a última opção, isto é, quando tudo o resto falhar. Seja colocá-los a fazer plasticina, pinturas ou um puzzle, seja a brincarem na sua cozinha a prepararem também eles o seu "jantar" ou até mesmo deixá-los ajudar a pôr a mesa quando já têm alguma autonomia. 

No entanto, há um dia em que se torna necessário eles próprios terem um telemóvel, seja para comunicarem connosco pais, ou para combinarem "coisas" com os amigos da escola [sim, porque eles vão ter uma vida além da nossa ahahaha]. 

Segundo dados divulgados pela Wiko, as crianças portuguesas começam a ter telemóvel por volta dos 10 anos e aos meus olhos (de mãe) parecem ser ainda tão pequeninos e vulneráveis com essa idade para terem acesso a uma janela para o mundo que pode ser tão "perigosa"... 

Mas se por ai por casa já chegou a esse momento, há algumas dicas que podem ajudar o processo e a protegê-los nesta utilização. Antes de mais, deve escolher um modelo resistente porque mesmo as crianças mais cuidadosas não deixam de ser crianças e de gostarem de correr e saltar, sendo o risco de queda maior. Depois não se esqueça que há aplicações de controlo parental que o ajudam a evitar o acesso a sites potencialmente perigosos; e tarifários que limitam as chamadas ou os números para os quais o seu filho pode ligar. Por último, mas não menos importante, estabeleça horários de utilização. Evite que usem os jogos ou vídeos muito perto da hora de irem dormir e não os deixe fazê-lo durante períodos muito prolongados. 

O que faziam os nossos pais quando éramos bebés e simplesmente não queríamos dormir ou não parávamos de chorar? 
Possivelmente inventavam 'macacadas' e outras vezes deixavam-nos chorar com o intuito de nos 'educar' ou ensinar que a noite era para dormir ou que tínhamos de ficar na nossa cama e não no colo da mamã, por mais tentador que este fosse...

Vinte ou trinta anos depois, o que fazem os pais de hoje? Poucos são aqueles que os deixam chorar, seja por vergonha, por temerem que o vizinho do lado lhes bata à porta a refilar ou por não quererem receber uma visita da polícia que acha que estão a maltratar o filho. E 'macacadas' também estão fora de moda, ou não tivessem os miúdos de hoje pais que trabalham 10 horas por dia, cinco ou mais dias por semana, que chegam a casa sem paciência e que até já lhes compraram uma TV para o quarto ou mil jogos que fazem tudo o que eles podem precisar.

Então qual é a solução quando até os brinquedos ditos 'tradicionais' falham?
A resposta é simples: gadgets. Sejam aqueles que os pais compraram especificamente para os filhos, como as consolas de videojogos, as Wiis ou os computadores que chegaram a casa com o pretexto de serem para a escola (apesar dele ainda só estar no infantário), sejam o tablet da mãe ou o iPhone do pai quando estão a almoçar ou jantar fora para os entreter.

Mesmo com imensos estudos que apontam para os malefícios do uso das novas tecnologias em idades precoces, a verdade é que os pais os continuam a ignorar e a dizer: «é só desta vez!».

E contra mim falo... quando a minha princesa tinha perto de dois anos, 'apresentámos-lhe' o tablet, até porque o gadget estava lá por casa e precisava de mais utilidade. Ela 'apaixonou-se' de imediato e nós pensámos: «isto até é didático». Normalmente, via os desenhos animados que passavam na TV e outros mais antigos, incluindo alguns da geração dos papás que ficavam babados com a sua destreza manual a passar e pesquisar vídeos e imagens.

O problema começou quando ela já só queria ver o tablet e não ligava nenhuma aos restantes brinquedos, já para não falar que levava horas até adormecer e de repente já só fechava os olhos se estivesse frente a frente com o pequeno ecrã de cores brilhantes e sons fascinantes. Foi aí que percebemos que nos tínhamos de divorciar do pequeno aparelho e mostrar-lhe por gestos que aquela relação tinha os dias contados e que era tudo menos saudável.

Aproveitámos um fim de semana fora para não levar o 'bichinho' e dedicámos todo o tempo que tínhamos a mostrar-lhe as vantagens de simplesmente brincar com bonecas e carrinhos ou fazer desenhos com lápis e canetas. Quando perguntava pelo tablet, a resposta era simples: «está estragado». De regresso a casa, a desculpa da avaria continuou. Umas vezes entendia, outras vezes mostrava a sua indignação com lágrimas, mas tinha de ser.

E uma das verdadeiras lições desta mudança de comportamento para nós, pais, foi precisamente essa, que por vezes temos de os deixar chorar. Falar com eles é sempre essencial e explicar os motivos das nossas atitudes, mas contrariar as suas vontades com gestos também é muitooo importante. E como a minha mãe diz sempre: «mais vale chorarem eles agora, do que nós (pais) mais tarde».
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Sobre mim

Patrícia Ramos. 36 anos. Mãe de uma princesa Leonor com 5 anos e de um baby Pedro com 2.
Ex-jornalista e atual assessora de imprensa. Apaixonada por viagens, moda, livros e praia.
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