Marcas Avant-Garde

Patrícia Ramos. Com tecnologia do Blogger.
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Quantos de vocês também estão em dieta?

E quantos já se debateram com o dilema da balança?

Quando é que ele surge? Dois dias depois de começarmos? Ou uma semana porque é um número mais redondo? 

E vale mesmo a pena saber o peso antes de ir à nutricionista? Ou mais vale comparar valores segundo a mesma balança e só no dia da consulta?

Eu fiz ontem uma semana e ainda não me pesei e não me medi... por um lado por medo que os valores não correspondam ao esforço; por outro por temer que isso me possa desmotivar de alguma maneira...

Mas a curiosidade é tanta... vou tentar aguentar até à próxima segunda-feira. Serei capaz?

Este post é para todas as mães que têm filhos na escola ou que frequentam aulas de música, ginástica e afins e que em algum momento ficaram na dúvida se conseguiam chegar a tempo de os ir buscar...

É para aquelas mães que imaginam que o seu bebé fica sozinho no colégio ou que a sua princesa é a última na sala de prolongamento...

É para quem, em algum momento da sua vida enquanto mãe, receou que os filhos poderiam pensar que os tinha simplesmente abandonado...

É para quem já sentiu a angústia de correr contra o tempo, lutar contra o trânsito, bater no volante enquanto grita de raiva e acabar por conseguir chegar no último minuto...

É para as mães que acabaram por sentir-se as piores progenitoras do mundo e para aquelas que acabaram por ser olhadas de lado pela educadora ou pela auxiliar que ficou com o vosso filho até às 19h29...

Sim, é para vocês, aliás, é para vocês e para mim, que faço parte desse grande grupo de mães que são tudo menos perfeitas. Que têm um trabalho (às vezes até mais do que um para conseguirem pagar as contas), que têm uma casa para arrumar e organizar, que têm um marido que também exige atenção, que têm amigas que ligam a querer combinar um cinema ou um jantar, que têm até uma pessoa dentro de si (imagine-se) com necessidades um pouco egoístas aos olhos recriminadores da sociedade... 

Sim, somos um pouco imperfeitas, mas segundo o neuropsicólogo Álvaro Bilbao, com quem falei recentemente, é normal não sermos perfeitas e não há problema nenhum nisso. Aliás, os nossos filhos querem tudo menos uma mãe perfeita. Sabem o que eles querem? Brincar muito. Sentir que os pais os amam e acima de tudo que têm paciência.

A melhor forma de lidar com um atraso ao colégio - que me aconteceu na última semana - é esconder o stress, guardá-lo para mais tarde, explicar aos nossos filhos o porquê de termos chegado um pouco mais tarde, abraçá-los e levá-los para casa. Nada de lágrimas, nem gritos, nem stress, por mais que isso nos custe as unhas das mãos que acabam roídas ou a língua que acaba mordida. 

Sempre ouvi a minha mãe dizer que o dia em que decidiu levar-me para a pré-primária tinha sido muito difícil... aliás, o dia não, as semanas que se seguiram. Além de ter estado até aos cinco anos sempre em casa com ela e ter tido a sorte de conviver de perto com os meus avós e vizinhos da mesma idade nas famosas brincadeiras na rua quando ainda se podia correr e jogar à bola sem medo, eu não achava piada nenhuma à pré-primária. Não queria largar a minha mãe e só aceitava participar nas atividades se ela estivesse sentada assim mesmo ao meu lado.

Apesar de ter este historial, sempre achei que com a minha princesa ia ser diferente porque a iria colocar no colégio bem mais cedo. O certo é que quando chegou a altura de regressar ao trabalho, após a licença de maternidade, era Inverno e ela era tão pequenina e frágil que o meu coração de mãe levou-se a deixá-la com os meus pais. Além de terem a experiência de terem tomado conta dos meus sobrinhos, são das pessoas mais pacientes do mundo e têm tempo para ela. Além de a levarem sempre a passear e de lhe darem mimos, ainda a ensinam jogos didáticos. Melhor conjugação impossível...

Mas agora, com dois anos feitos em junho, decidimos que era o momento para fazer a transição. Visitei quase uma dezena de colégios. Uns mais simpáticos, outros mais baratos, outros  mais perto de casa, mas não encontrávamos o tal. Até que acabámos por nos decidir por uma creche mais flexível que aceitava fazer part-time (9h-15h) e ainda tinha a vantagem de lá estar uma amiguinha da Leonor. Até os primeiros dias foram perfeitos e eu fiquei maravilhada com a experiência. Os problemas surgiram no último dia da primeira semana quando ela não quis ficar e se agarrou ao meu pescoço a chorar e a soluçar... nesse dia o coração falou mais alto e levei-a para casa.

Desde a última sexta-feira que a princesa tem pesadelos, acorda a soluçar e a chamar pela 'mamã' e pelo 'papá' e até quando fica com o pai porque eu vou trabalhar ela chora e diz que eu não vou voltar. Isto já para não falar das birras que começaram a surgir por tudo e por nada... e pelas conversas que tem connosco ao telemóvel quando estamos a trabalhar. «Vem para casa mamã, a Nonô tem saudades» é a frase mais frequente...

Mas como todos me dizem que não é fácil e que temos de insistir um pouco, hoje levei-a novamente, mas fiquei lá com ela a brincar. O plano não sei se será o mais eficaz, mas neste momento a única coisa que quero é que ela associe o colégio a coisas boas e não a traumas, birras e choros. Quero que ela se habitue às outras crianças, que goste de brincar naquele espaço e que chegue mesmo a ter saudades da hora de regressar. Sinceramente, não sei se é a melhor opção, mas não quero ser excessivamente radical de a deixar a chorar compulsivamente e virar costas ou de simplesmente desistir e voltar a deixá-la com os meus pais...

Aceitam-se  conselhos... aliás precisam-se urgentemente conselhos ;)
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Sobre mim

Patrícia Ramos. 36 anos. Mãe de uma princesa Leonor com 5 anos e de um baby Pedro com 2.
Ex-jornalista e atual assessora de imprensa. Apaixonada por viagens, moda, livros e praia.
Part-time blogger, full-time writer.

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Patrícia Ramos. 36 anos. Mãe de uma princesa Leonor com 5 anos e de um baby Pedro com 2.

Ex-jornalista e atual assessora de imprensa. Apaixonada por viagens, moda, livros e praia. Part-time blogger, full-time writer.

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