Marcas Avant-Garde

Patrícia Ramos. Com tecnologia do Blogger.
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Todos os dias penso em temas minimamente interessantes para partilhar com as mamãs que me seguem aqui neste cantinho, mas a verdade é que não sei tudo e por vezes receio passar a imagem de que sou a mãe perfeita, com os filhos por sinal perfeitos e o trabalho e a relação amorosa obviamente também perfeitos. 

A verdade é que na teoria é tudo bonito e se eu sei como se faz, vocês também o sabem. Mas é na prática, no dia a dia, nos imprevistos que somos de facto postas à prova. 

Custa não saber como lidar com uma birra, custa saber que o nosso bebé deve dormir no berço, mas acabamos por tê-lo a dormir na nossa cama porque estávamos demasiado cansadas para insistir na ideia do berço, custa quando não conseguimos fazer o jantar a tempo ou quando temos de improvisar uns ovos mexidos com uma massa e uns legumes porque nos esquecemos de passar no supermercado, mas custa ainda mais quando nos ligam do colégio a dizer que os nossos príncipes estão doentes, mas nós não podemos sair do trabalho e acabamos a pedir à avó, ao pai ou à tia para os irem buscar. Porra, devíamos ser nós a ir buscá-los, a dar-lhe o ben-u-ron, a dar-lhes os mimos e a aconchegá-los no nosso colo. Não devia ser o colo da avó ou da tia, devia ser o nosso. 

E é nesses momentos, em que nos questionamos se estamos a fazer tudo bem, se de facto estamos a ser boas mães ou só mães na teoria porque na prática nunca estamos lá, ou estamos mas passamos o jantar entre uma garfada e uma espreitadela naquele e-mail importante ou naquele telefonema que temos mesmo de fazer hoje e não amanhã. 

Na teoria sabemos tudo, às vezes até demais. E depois há bloggers e capas de revista e até aquela vizinha do 4ºB que fazem tudo tão bem que até irrita. Como é que conseguem? E ainda sorriem, vestem o S e os miúdos nunca têm nódoas na roupa (e muito menos elas)... Será que nunca se sentem à beira do abismo ou só da depressão? Será que nunca gritam ou nunca têm vontade de fugir de casa para beber um cocktail com muito álcool e voltar só passado 1H?

Perfeição! É isso que se exige às mães, mas também aos pais, aos avós, aos primos, aos amigos... enfim, a todos e mais algum. Até ao gato, ao cão e ao piriquito. Mas na verdade não somos máquinas e nunca conseguiremos ser aquela vizinha do 4º B ou aquela blogger que saiu na capa de uma revista feminina porque na verdade nem elas são só isso. São muito mais, são mães, filhas, amigas, têm stresses (como todos) e momentos em que não usam maquilhagem, em que têm olheiras e insónias, em que também não saem de casa porque estão simplesmente tristes... 

Costumo pautar a minha vida pelo intermédio. Não quero ser capa de revista, não quero ganhar o prémio de melhor mãe do bairro, não quero que a senhora da fila da frente do supermercado me diga que os meus filhos são perfeitos - por mais que isso possa soar bem -, só quero sentir-me bem comigo e com as minhas escolhas e sentir que sou a melhor mãe possível, aquela que dá o máximo para que a vida dos meus príncipes tenha muitos sorrisos e para que a minha seja um reflexo desses mesmos sorrisos. 

A felicidade pode ser bem mais simples do que sonhamos ou do que ambicionamos. 

Já alguma vez se arrependeram de ter o segundo filho ou o terceiro (e até o primeiro)?

Já pensaram em deixá-lo no berço e fechar a porta só por um minuto para descansarem o cabeça e porem as ideias em ordem no 'silêncio'?

Já imaginaram gritar de desespero ou até já o fizeram com direito a umas asneiras pelo meio e uma porta a bater?

Já acharam que a vossa relação está por um fio porque simplesmente já não têm tempo sequer falar quanto mais para namorar? 

E confessem lá que só de ouvir ou dizer o termo 'namorar' dá-vos vontade de rir de sarcasmo tal o desuso em que caiu a palavra?

E sinceramente, acham que são as únicas nessa situação e que não há ninguém a passar exatamente pelo mesmo... sobretudo porque os blogues de mamãs são tão perfeitos, não é?

Pois, e até aqueles em que as mamãs dizem que andam cansadas e esgotadas e depois partilham uma foto toda produzida com os seis filhos perfeitos e o fim de semana passado pelo Algarve não parecem ajudar em nada a tirar a ideia de que somos os seres mais miseráveis do mundo...

E a ajudar à festa há aquela questão do 'compensar ter filhos' que nem sempre reduz a angústia. Parece que há momentos em que até eles acreditam que vivem numa 'casa de loucos' e em que é proibido sorrir ou dar beijinhos e abraços à mamã e ao papá.

E o que acontece à mamã e ao papá? 
Desesperam... tentam fugir de casa com desculpas esfarrapadas, tentam ir tomar um banho de meia hora em vez de um duche de cinco minutos, só para conseguirem estar sozinhos com os seus pensamentos em vez de estarem a enlouquecer com os choros e as birras... em vez de estarem entre os tachos do jantar e os biberões de leite... em vez de estarem a lavar o babygrow que veio vomitado do colégio (para não dizer pior) e a preparar a marmita para o trabalho do dia seguinte... ou mesmo a preparar as máscaras para o Halloween...

Mas tudo isto para vos dizer uma coisa: não estão sozinhos(as) e não precisam de enlouquecer ou de tentar ser perfeitos(as). Não há pessoas perfeitas, há pessoas desenrascadas que ultrapassam os obstáculos com soluções de carteira, de improviso, de momento. Há mães e pais que são humanos e que erram (e muito), mas também que aprendem com esses mesmos erros e que tentam fazer melhor. Há pais que choram de desespero, mas que depois respiram fundo e agarram os seus príncipes no colo e pensam: «ainda bem que escolheste o meu colo para te reconfortar desta constipação; ainda bem que decidiste que me querias a teu lado para mostrares que já sabes desenhar uma casa; ainda bem que decidiste correr para os meus braços hoje quando saíste da escola...»

E se me perguntarem se os nossos filhos e as birras podem ser o pior do dia de qualquer pai, digo-vos que sim, podem. Mas há uma que também vos digo com toda a certeza, eles são SEMPRE a melhor parte!»


Quantas vez não pareço uma barata tonta a preparar o jantar enquanto tiro a loiça da máquina e ainda ponho a roupa a lavar? Ou então quando aproveito o momento em que estou a engomar ou a conduzir para despachar a lista de telefonemas? E aquelas vezes em que estou a pôr a mesa enquanto dou um olho no Pedro que está a brincar e ainda vou buscar o copo de água para a Leonor e de caminho levo uma fralda para o lixo? 

Chama-se multitasking e até há bem pouco tempo era quase uma qualidade intrínseca das mulheres, tida como uma característica exclusiva do sexo feminino e super habitual nas mães modernas e cosmopolitas. O problema é que parece que não é assim tão benéfica quanto se achava. 

Eu confesso que desde que fui mãe pela segunda vez senti que o multitasking se 'apoderou' de mim, das minhas rotinas, da minha vida, de cada passo que dou e até de cada vez que respiro. Parece que estou a falar de uma doença, mas a verdade é que já não consigo viver sem ser a fazer duas ou mais coisas ao mesmo tempo. Isto para não falar do cérebro que parece tentar acompanhar esta 'duplicidade'. Quase que sinto que tenho duas ou mais personalidades que trabalham ao mesmo tempo dentro da minha cabeça. Uma pensa nas tarefas da casa, enquanto outra está a planear as brincadeiras que vai ter com os miúdos, e uma terceira ainda está a preparar mentalmente os itens a abordar na reunião do trabalho...

E quando entro numa fase de multitasking mais intensa quase que pareço uma criança hiperativa que quer fazer tudo e não faz nada; que começa a desenhar porque é giro, mas que passado meio minuto se lembrou que afinal lhe apetece ver TV e de repente se calhar era melhor ir jogar à bola, não?! 

Este é um dos motivos pelo qual não funciona, o outro é porque nos deixa exaustas física e mentalmente e porque não nos permite concentrar apenas num assunto a 100% e com total dedicação.

E é aqui que entra uma nova filosofia de vida que parece ser bem mais.... slowwww. O movimento do slow living e do slow eating parece ter chegado para ficar e nos ensinar a viver cada aspeto da nossa vida de uma maneira mais intensa e mais apaixonante. 

E que tal pensarmos mais em 'Slow Down' em vez de Multi Task? 
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Sobre mim

Patrícia Ramos. 36 anos. Mãe de uma princesa Leonor com 5 anos e de um baby Pedro com 2.
Ex-jornalista e atual assessora de imprensa. Apaixonada por viagens, moda, livros e praia.
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