O amor, sempre o amor

Sim, parece cliché, mas continuo a ter uma máxima de vida que tem tanto de simples como de complexo: o amor é mesmo a resposta para tudo. 

Parece simples à primeira vista e uma solução imediata, mas na realidade pode ser a resposta mais difícil. Ou porque na verdade não há amor; ou porque não se consegue manifestar este sentimento sem se achar que se está a dar parte fraca ou a parecer demasiado cliché, quase a roçar o lamechas; ou simplesmente porque se acha que a solução está em outra coisa qualquer, dinheiro por exemplo. 

Segundo um estudo recente, o que os nossos filhos mais precisam é de tempo, tempo com os pais, com os amigos e com os familiares em geral. Tempo de qualidade, tempo de amor. 

Não há nenhum brinquedo, tablet ou iPhone que consiga fazer uma criança ou jovem tão feliz quanto uma brincadeira, um passeio de bicicleta, uma manhã a fazer legos, puzzles ou plasticinas. Não há nada que pague aquelas manhãs em que os vamos acordar com cócegas e em que eles refilam de sermos melgas, mas que no fundo adoram tanto quanto nós. Não há bem material nenhum que seja melhor do que um abraço, um mimo, um "amo-te" descomplicado e imprevisto

Quando vejo alguns casais à minha volta tão focados no trabalho, na carreira, em parecerem os melhores pais, amigos, maridos/mulheres e tão esquecidos de darem o mais básico, apetece-me abaná-los, gritar-lhes mesmo aos ouvidos, lembrá-los de que estão a perder o melhor. A infância dos nossos príncipes não volta para trás e um dia acordamos para a realidade e temos um adolescente que não nos ouve, que nem sequer nos vê, e que só quer uma coisa: sair de casa. 

Bem sei que também temos uma vida além filhos, que devemos apostar em sermos pessoas completas e realizadas em outras áreas, mas se a melhor parte do meu dia é quando acordo os meus príncipes ou quando os vou buscar ao colégio e quando brincamos depois de jantar, imagino que isso queira dizer alguma coisa. Não é fácil, ninguém diz que é, mas a solução está sempre no amor. Sempre no mais básico e simples sentimento que nos une e que devemos cultivar e alimentar, sem pensar que os outros vão achar que é lamechas ou mesmo bimbo. Se for verdadeiro, não pode ser ridículo. 

Se leram isto até aqui, façam um favor a vocês e aos vossos filhos, amem-se mais e pensem menos naquele suplemento extra que vos obriga a trabalhar mais 2 horas todos os dias. E nesta altura do ano em que tanto pensamos em presentes e futilidades, ofereçam mais amor. Personalizem presentes, ofereçam desenhos dos vossos filhos; façam os vossos próprios postais; revelem mais fotografias; façam mesmo livros com as primeiras palavras, desenhos e fotos dos vossos príncipes. Garanto-vos que nenhum avô fica mais feliz com uma garrafa ou gravata caras do que com as obras de arte dos netos. Nenhum tio gosta mais do pijama do Star Wars do que do desenho e do marcador de livro feito de propósito pelo sobrinho. 

Não se esqueçam que amar é grátis [e bom]! 

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